Capital

Cemitérios têm acolhimento com café, oração e abraço

Grupos ligados a diversas religiões realizam ações em frente a locais de sepultamento em Campo Grande

Por Fernanda Palheta, Maurício Aguiar e Geniffer Valeriano | 02/11/2026 09:44
Cemitérios têm acolhimento com café, oração e abraço
"Cantinho do abraço" é um espaço organizado pelo grupo Help para acolher familiares no Cemitério Cruzeiro nesta segunda-feira (9) (Foto: Geniffer Valeriano)

Um abraço, uma oração ou um café. Durante o Dia de Finados, diversos grupos ficam a postos nos cemitérios de Campo Grande para oferecer conforto a quem enfrenta o luto.

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Os gestos simples fizeram a diferença para Giovana Franco Fialho, de 22 anos, que foi visitar o túmulo do pai no Memorial Parque, na manhã desta segunda-feira (2). Após a visita, ela aproveitou o cafezinho oferecido pela Igreja do Evangelho Quadrangular.

Ela conta que o pai, Adão Alves da Rosa, faleceu de Covid há 5 anos e que nunca deixou de visitá-lo. "Às vezes eu venho também assim num dia normal para ver, quando dá saudade. E essa ação de oferecer café e conforto ajuda muito, é muito bom. É uma bênção, com certeza", disse.

Giovana Franco Fialho, de 22 anos, que foi visitar o túmulo do pai, aceitou café oferecido no Cemitério Memorial Park (Foto: Juliano Almeida)

Voluntária na ação, Débora Ribeiro relata que a iniciativa começou há oito anos, com o objetivo de ajudar as pessoas no momento difícil. "É bom para dar um conforto. Às vezes as pessoas vêm aqui muito fragilizadas, é um momento de dor", relata. Ela ainda conta que existe uma resistência das pessoas. "Às vezes as pessoas têm vergonha, não aceitam, não deixam transparecer. Mas é um conforto que a gente tenta dar", completou.

A iniciativa se repete no Cemitério Cruzeiro, onde o grupo Help realiza a ação de acolhimento, projeto laico formado por voluntários. A coordenadora do grupo, Genilda Souza, afirma que a procura é alta.

"Hoje já, automaticamente, é um dia muito triste para as pessoas que vêm até o cemitério. Muitas delas trazem a dor do luto, da perda. E hoje tem bastante pessoas procurando a gente, tristes, abaladas. E essas pessoas que a gente vem acolhendo. Tem mãe que perdeu o filho, tem pessoas que perderam cunhados, que a gente já atendeu hoje", disse.

Integrante do Help, Thiago Carvalho, de 27 anos, ainda detalha outras atividades do grupo como a "lixeira de emoções" e o "cantinho do abraço". "A gente tem aqui o Lixeira de Emoções, que através dessa atividade a gente pode estar mostrando para a pessoa como lidar, como excluir sentimentos ruins da perda de alguém. E a gente está tendo também o Cantinho do Abraço, para consolar. Às vezes a pessoa só queria dar um abraço naquela pessoa que ela perdeu", descreveu.

Familiares visitam túmulos durante Dia de Finador no Memorial Park (Foto: Juliano Almeida) ... veja mais em https://www.campograndenews.com.br/cidades/capital/cemiterios-tem-acolhimento-com-cafe-oracao-e-abracoFamiliares visitam túmulos durante Dia de Finador no Memorial Park (Foto: Juliano Almeida)

No Cemitério Santo Antônio, outros grupos se colocam à disposição de quem vai ao local homenagear quem já partiu. O pastor de Missões da Terceira Igreja Batista, Reovaldo Celao Micheli, reforça que a intenção é a mesma: oferecer conforto.

"A nossa ação é uma ação evangelística, para levar consolo, principalmente para as pessoas que saem, porque elas vão lá, visitam os seus entes queridos e voltam com o coração apertado", disse. Além da oração, eles oferecem café, água e, para quem quiser, um abraço. "A gente está aqui para servir as pessoas", afirmou o pastor.

Já o Clube de Desbravadores da Igreja Adventista voltou ao cemitério depois de passar o sábado ajudando familiares a limpar e organizar os túmulos e jazigos. A ação de hoje é oferecer mensagens de esperança, como explicou o representante do grupo, Yuri Braga.

A mensagem chega às pessoas pelos voluntários, formados por crianças e adolescentes. Manuela Diniz Teixeira, de 11 anos, é uma delas. "Para mim é bom entregar livros, falar a mensagem de Jesus para as outras pessoas. Eu me sinto feliz, porque é pregar o evangelho para todas as nações", contou.

Matéria atualizada às 10h59 para acréscimo de informação.

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