Após susto com pai de aluno em surto, escola mantém tarde de aulas
Homem entrou na secretaria e se trancou em sala de arquivo; direção afirma que ninguém foi ameaçado ou ferido
As aulas da Escola Municipal Professor Vanderlei Rosa de Oliveira, em Campo Grande, foram mantidas na tarde desta quarta-feira (4), mesmo depois de um pai de aluno entrar na unidade em aparente surto psicótico e se trancar na sala de arquivo da secretaria. A situação mobilizou equipes do Batalhão de Choque e da GCM (Guarda Civil Metropolitana), assustou familiares que chegavam para deixar os filhos e levou a direção a divulgar um vídeo para tranquilizar a comunidade escolar.
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As aulas da Escola Municipal Professor Vanderlei Rosa de Oliveira, em Campo Grande, foram mantidas nesta quarta-feira (4), apesar de um pai de aluno ter entrado na unidade em aparente surto psicótico e se trancado na sala de arquivo, armado com uma faca de cozinha. Equipes do Batalhão de Choque e da GCM negociaram a saída do homem, que enfrenta dificuldades emocionais após perder um bebê. Ninguém ficou ferido. Ele foi levado à delegacia, e a direção tranquilizou os pais.
A ocorrência começou por volta das 12h35, no horário de entrada dos alunos. Conforme apurado pelo Campo Grande News, o homem chegou à escola e funcionários o orientaram a fazer o atendimento pela janela, sem entrar no prédio. Ele insistiu em passar, alegando que alguém o perseguia, armou-se com uma faca de cozinha e trancou-se na sala de arquivo.
A diretora Lucilene Fernandes de Oliveira explicou que o homem é pai de um estudante da unidade e enfrenta dificuldades emocionais desde a perda de um bebê neste ano. De acordo com ela, ele entrou na secretaria em busca de um lugar para se esconder. “Ele simplesmente entrou na secretaria e foi se esconder. Ele não falou palavrão, ele não xingou ninguém, ele não maltratou ninguém”, afirmou a diretora em vídeo divulgado aos pais, ao lado da diretora-adjunta, Edna Navarezi Araújo.
Lucilene contou que foi avisada por uma funcionária e acionou imediatamente a Guarda Civil Metropolitana. Os agentes iniciaram uma negociação para convencer o homem a deixar o espaço, onde permanecia com a porta trancada. Durante a ocorrência, ele chegou a jogar alguns objetos pela janela.
A movimentação de guardas e policiais chamou a atenção dos pais que chegavam à escola, por volta das 13h. A direção, então, passou a conversar com os responsáveis para explicar o que estava acontecendo.
Segundo Lucilene, o homem permaneceu na parte administrativa, enquanto os estudantes estavam nas salas de aula, acompanhados pelos professores. Policiais também ficaram posicionados em pontos de acesso ao prédio. “Todas as crianças já estavam em sala, os professores já tinham descido”, relatou.
A diretora afirmou que nenhum funcionário foi agredido e que o homem não fez ameaças.
O homem foi retirado da sala e levado à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Cepol (Centro Integrado de Polícia Especializada), enquanto agentes da ronda escolar da GCM permaneceram na unidade para tranquilizar os pais.
A direção ainda esclareceu que os alunos continuaram estudando normalmente. As famílias que preferiram buscar as crianças foram autorizadas a fazê-lo, sem prejuízo, segundo a escola. “Os alunos estão estudando. Quem quis ir embora, não vai ter problema”, afirmou Lucilene, ao reforçar que a prioridade da equipe era garantir a segurança dos estudantes.
A diretora também informou que seguiria para a delegacia para prestar esclarecimentos sobre o caso.
A direção agradeceu a atuação das equipes de segurança e reforçou que a situação estava controlada. “Podem acalmar o coração”, disse Lucilene aos responsáveis, ao encerrar o comunicado.