Capital

Após perda de patente, ex-PM que teve filho morto pelos Name tem salário cassado

Decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta sexta-feira e decorre da cassação de seus proventos

Por Viviane Oliveira | 16/05/2025 08:59
Após perda de patente, ex-PM que teve filho morto pelos Name tem salário cassado
Paulo Xavier durante entrevista no Campo Grande News em 2023 (Foto: arquivo / Campo Grande News) 

O governo de Mato Grosso do Sul determinou a suspensão do salário do ex-capitão da Polícia Militar Paulo Roberto Teixeira Xavier, conhecido como PX. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta sexta-feira (16) e decorre da cassação de seus proventos após decisão judicial que resultou na perda do posto e da patente.

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Conforme com o portal da transparência, no mês de abril o salário bruto do ex-militar foi de R$ 19.491,56, com rendimento líquido de R$ 16.581,52.

Em 2019, Paulo Xavier teve o filho, Matheus Coutinho Xavier, morto por engano quando manobrava a sua caminhonete na frente de casa, no Jardim Bela Vista, em Campo Grande. A investigação da Operação Omertà apontou que os disparos, efetuados com um fuzil AK-47, eram direcionados a Xavier, então considerado traidor por membros da família Name, para quem trabalhou, grupo condenado por formar uma milícia armada no Estado.

Após a tragédia, Xavier deixou Mato Grosso do Sul e passou a viver no Paraná, onde atuava como despachante. Ele abriu a empresa Poup Tempo, registrada na Receita Federal para atuação no setor. Porém, no ano passado, foi alvo da Operação Money Poup, conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). A operação investigou crimes como associação criminosa, corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, falsificação de documento público e lavagem de dinheiro, envolvendo a 86ª Ciretran de Sarandi.

A trajetória de Xavier também inclui histórico anterior de envolvimento em investigações criminais. Em 2009, ele foi preso durante a Operação Las Vegas, em MS, que envolveu forças estaduais e a Polícia Federal no combate à máfia dos jogos de azar. Na Justiça Militar, chegou a ser punido por conduta inadequada ao posto de oficial.

Com a cassação de seus proventos, Paulo Xavier deixa de receber os vencimentos como militar reformado e permanece sob os efeitos das decisões judiciais decorrentes de sua trajetória funcional e criminal.

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