Apesar de esforços de lojistas, de novo Black Friday “flopa” no Centro
Lojas abriram cedo, mas dia de promoções não atraiu clientes nas primeiras horas da manhã desta sexta
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Dia de promoções da Black Friday não atraiu clientes para as lojas do centro de Campo Grande nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira (24). O movimento, quase inexistente, em frente aos comércios não estava relacionado às ofertas, mas sim a pendências do dia a dia. O cenário mostra que apesar dos esforços de alguns lojistas, mais uma vez Black Friday “flopou” no Centro. A palavra significa que algo não deu certo ou não saiu como o esperado.
Em 2022, o comércio vendeu apenas 8% do total previsto. As expectativas eram boas, visto que era a primeira promoção pós-pandemia de covid-19. O número é da CDL (Câmara de Diligentes Lojistas de Campo Grande).
Nesta sexta, o panorama visto no Centro foi o mesmo de 2022: poucas pessoas com sacolas, muitas atrasadas para o trabalho e nenhuma fila em frente às lojas. As que aceitaram conversar com a reportagem alegaram que não estão vendo muitas ofertas como as lojas anunciaram. Entre os “gatos pingados”, Andrea Cristina Pinheiro Machado, de 26 anos. Ela explicou que estava no local, com a avó, para escolher o presente de casamento. A ideia é aproveitar as ofertas para comprar uma geladeira e ajudar quem está presenteando ela.
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“Hoje estou vendo um presente. Então vim escolher e aproveitar a Black Friday, pra pessoa que está me dando pagar um pouco mais em conta. Não sei quem é. Ela (avó) não quer me contar quem é que vai dar, mas eu to achando que é ela”. Andrea casou recentemente e está mobiliando a casa.
Patrícia Scarpellini, de 45 anos, é uma das que não estavam no Centro atrás de promoções. Enquanto aguardava uma das lojas onde pega os produtos abrir, a revendedora de cosméticos aproveitou para dar uma olhada nas vitrines. “O preço da caixa estava o mesmo preço, e nas lojas maiores não vi promoção. Tem muitas coisas atrativas para o Natal, mas eletrodomésticos eu não vi”.
Ela acrescenta que chegou a ver descontos ao longo dos mês de novembro em lojas de departamento. “Na C&A teve muita promoção legal, casaco de R$ 200 tava por R$ 60 e mesmo estando um calor eu comprei pra aproveitar. No decorrer do mês, vi promoções relâmpagos em algumas lojas. Não notei diferença”.
Antônio José Ângelo Motti, secretário executivo do Procon-MS, explica ao Campo Grande News que o modelo de promoções é mais famoso nos Estados Unidos e no Brasil não está restrita apenas a um dia.
"Nos Estados Unidos, eles são mais fiéis de fazer só na última sexta-feira de novembro. Mas no Brasil, por uma questão nossa mesmo, da criatividade brasileira, nós fazemos a Black Friday muito antes disso. Então, a maioria das lojas de rede nacional já estão praticando a mais tempo. Hoje é o dia D, que é 'O Grande Dia', um dia simbólico dessas vendas com desconto e é importante o consumidor observar esse processo do desconto se ele realmente existe."
Apesar das propagandas, Angelo ressalta que é comum que as ofertas anunciadas não existam.
"Existem descontos de fato, mas também existem aquelas situações que é muito comum de não haver o desconto. Eles fazem o mesmo preço que eles praticavam em setembro, fazem uma elevação um pouco antes e depois dão um desconto em cima dessa elevação. Isso é fraude. E é importante ao consumidor ter essa responsabilidade no consumo dele. Acompanhar a evolução do preço, dos produtos, de que ele realmente necessita."
O departamento de fiscalização está no Centro para averiguar se de fato as lojas estão cumprindo com o que anunciaram nas vitrines.
Black Friday - De acordo com a CDL, no Centro, 300 lojas declararam que iriam participar das promoções.
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