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Antes da chegada do El Niño, MS antecipa plano para reduzir riscos climáticos

Encontro entre especialistas e instituições busca preparar o Estado para minimizar eventuais impactos

Por José Cândido | 03/08/2026 17:24
Antes da chegada do El Niño, MS antecipa plano para reduzir riscos climáticos
Encontro entre especialistas e instituições busca preparar o Estado para minimizar impactos sobre a população, o agronegócio e a infraestrutura. (Foto Agems)

A possibilidade de um novo episódio do fenômeno El Niño entre 2026 e 2027 já mobiliza instituições públicas e especialistas em Mato Grosso do Sul. O objetivo é antecipar cenários, reduzir riscos e preparar o Estado para enfrentar possíveis impactos provocados pelas mudanças no regime de chuvas e nas temperaturas.

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O tema será debatido nesta terça-feira (4), durante mais uma reunião da Sala de Guerra, grupo que reúne órgãos estaduais, federais e instituições parceiras para monitorar as condições climáticas e definir estratégias preventivas diante de eventos extremos.

Mais do que acompanhar boletins meteorológicos, a iniciativa busca transformar informações científicas em ações práticas para proteger a população e reduzir prejuízos à economia e ao meio ambiente.

A principal palestra será ministrada pela meteorologista Ana Paula Paes, doutora e pós-doutora em Eletricidade Atmosférica pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que apresentará uma análise sobre o fenômeno "El Niño 2026-2027: o que esperar para Mato Grosso do Sul".

A preocupação não é exagerada. Nos últimos anos, Mato Grosso do Sul enfrentou uma sequência de eventos climáticos severos, alternando períodos de estiagem prolongada, ondas de calor, incêndios florestais de grandes proporções e chuvas intensas que causaram prejuízos em diversas regiões.

Em um Estado que concentra boa parte do Pantanal brasileiro e possui forte dependência do agronegócio, qualquer alteração significativa no clima repercute diretamente sobre a produção agrícola, o abastecimento de água, a geração de energia, a saúde pública, a infraestrutura e a segurança da população.

A reunião também pretende fortalecer a integração entre os diferentes órgãos responsáveis pelo monitoramento climático, Defesa Civil, concessionárias de energia, saneamento, setor produtivo e demais instituições envolvidas na resposta a situações de emergência.

A expectativa é que o compartilhamento antecipado de dados permita decisões mais rápidas e eficientes caso o fenômeno confirme sua influência sobre o Centro-Oeste nos próximos meses.

Para especialistas, a preparação tornou-se tão importante quanto a capacidade de resposta. Em vez de agir apenas quando os desastres acontecem, a estratégia é utilizar a ciência para minimizar danos, preservar vidas e reduzir os impactos econômicos de eventos climáticos cada vez mais frequentes e intensos.

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