Capital

Alvo do Gaeco, comerciante alega ter feito empréstimo de R$ 2 mil a investigado

A segunda fase da operação Snow cumpriu nove mandados de prisão preventiva

Por Aline dos Santos e Geniffer Valeriano | 15/01/2025 09:26
Alvo do Gaeco, comerciante alega ter feito empréstimo de R$ 2 mil a investigado
Advogado Amilton Ferreira diz que cliente preso emprestou dinheiro a outro investigado. (Foto: Marcos Maluf)

Alvo do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (dia 15), comerciante de 35 anos também foi preso em flagrante por arma irregular, um revólver calibre 38.  Michael Guimarães de Barros já tinha ordem de prisão preventiva na segunda fase da Operação Snow, deflagrada em repressão ao tráfico de cocaína. 

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O homem foi preso em sobrado na Rua Cachoeira do Campo, Portal Caiobá, em Campo Grande. 

“O meu cliente não tem passagens pela polícia. Ele trabalha com compra e venda de veículos e comércio de roupas”, diz o advogado Amilton Ferreira de Almeida.

Viatura do Batalhão de Choque chega ao Gaeco, no Parque dos Poderes. (Foto: Henrique Kawaminami)

O imóvel tem barbearia e sorveteria no térreo, atividades sem ligação com o investigado, que ocupa o segundo andar. O advogado conta que o cliente disse ter emprestado R$ 2 mil para outro investigado no ano passado. “Foi o único nome que ele reconheceu. Por conta disso, acredito que será mais fácil revogar a prisão”. 

Sobre a arma, o advogado justifica que era para defesa pessoal do comerciante. 

A reportagem esteve no local onde um dos homens foi preso, na Rua Cachoeira do Campo, e conversou com alguns comerciantes da região. Sem se identificar, uma mulher relatou que o movimento na residência era bastante intenso, mas por haver comércio em cima e embaixo da residência, não levantava desconfiança. 

Revólver apreendido em casa de comerciante na Operação Snow. (Foto: Divulgação/MPMS)

A segunda fase da operação cumpriu nove mandados de prisão preventiva e 19 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, Ponta Porã e Piratininga (São Paulo).

Com a análise do material apreendido, especialmente celulares, descobriu-se que mais 17 pessoas integram a organização criminosa, inclusive advogados e policial civil.

O escoamento da droga era realizado por meio de empresas de transporte, envolvendo até mesmo empresas terceirizadas dos Correios. Nas duas fases, a operação apreendeu duas toneladas de cocaína da organização criminosa.

Policiais foram a sobrado no Portal Caiobá durante operação. (Foto: Marcos Maluf)

Além de Gaeco, a segunda fase da Snow tem apoio do Batalhão de Choque e o Batalhão de Operações Policiais, ambos da Polícia Militar. A Ordem dos Advogados do Brasil e a Corregedoria da Polícia Civil também acompanharam as diligências.

Matéria editada às 10h11 para acréscimo do nome do comerciante preso, conforme registrado em Boletim de Ocorrência. 

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