Capital

Adriane diz que divulgou alertas antes de tempestade atingir Campo Grande

Prefeita afirmou que emitiu avisos por dias e pediu atenção para novo vendaval

Por Kamila Alcântara e Mylena Fraiha | 11/09/2026 09:53

A prefeita Adriane Lopes (PP) afirmou, na manhã desta sexta-feira (11), que a possibilidade de temporal vinha sendo divulgada havia vários dias antes de o vendaval provocar estragos em Campo Grande. Segundo ela, os avisos foram mantidos mesmo quando as primeiras previsões não se confirmaram.

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A declaração foi dada durante entrevista coletiva na Avenida Mato Grosso, na altura do Bairro Santa Fé, uma das áreas afetadas pela tempestade de quinta-feira (10). De acordo com a prefeita, a região central concentrou os danos mais graves registrados na cidade.

“Emitimos alerta na semana passada. No primeiro dia, não aconteceu. No segundo dia, não aconteceu, mesmo com a emissão do alerta. A gente sabia da possibilidade, mas, no terceiro dia, aconteceu. Por isso, pedimos que a população esteja em alerta e que as pessoas se cuidem diante da possibilidade de um novo vendaval”, afirmou Adriane.

Segundo a prefeita, as equipes municipais estavam mobilizadas e começaram os atendimentos logo após o temporal. Ela acrescentou que o monitoramento continua nesta sexta-feira, diante da possibilidade de novas rajadas de vento.

“Em Campo Grande, a nossa Defesa Civil está preparada. As equipes estavam a postos e o socorro começou ainda ontem. Desde o primeiro momento, as equipes estavam prontas para o atendimento. Seguimos durante todo o dia alertando a população sobre a possibilidade ou não de um novo vendaval”, declarou.

Adriane também foi questionada sobre o motivo de o alerta sonoro não ter sido enviado aos celulares antes da tempestade. Conforme a prefeita, esse tipo de notificação não é acionado diretamente pelo município e depende de informações compartilhadas entre diferentes órgãos.

“Quem emite esse alerta é a Defesa Civil Nacional, e os municípios ficam na dependência de todos os indicadores, tanto nacionais quanto estaduais, para que possam atuar. A gente trabalha em cadeia, é um sistema que funciona dessa forma”, explicou.

Sobre os planos de mitigação climática, Adriane afirmou que as secretarias municipais já haviam preparado estratégias próprias de mobilização e atendimento para emergências.

“Nós temos planos de mitigação na área da saúde e da assistência social. A Secretaria de Obras também está preparada, assim como a Defesa Civil, que vem fazendo um trabalho conjunto e integrado com todas as secretarias. Cada uma tem o seu plano de ação. Os secretários já haviam montado antecipadamente um plano de mobilização e atendimento à população para emergências, como a que está acontecendo neste momento”, termina.

Estragos - A tempestade atingiu Campo Grande no fim da tarde de quinta-feira, acompanhada de chuva intensa e rajadas que chegaram a 85 quilômetros por hora. Árvores de grande porte foram arrancadas, postes caíram e cabos de energia atingiram ruas e veículos em vários pontos.

Também houve registros de casas destelhadas, muros derrubados, fachadas danificadas e interrupções pontuais no fornecimento de energia. No Parque dos Poderes, cabos energizados caíram sobre o carro da professora Elaine Cardena Martins Schabarum, de 50 anos, que permaneceu dentro do veículo até conseguir afastá-lo do princípio de incêndio.

A Energisa informou que trouxe equipes de outros locais para reforçar os reparos na rede elétrica. Até a manhã desta sexta-feira, a concessionária ainda não havia apresentado um balanço completo dos danos, mas afirmou que 77% dos consumidores afetados já tinham sido atendidos. Por isso, o número total de ocorrências provocadas pelo temporal ainda não estava fechado.

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