Capital

"Acumulador da Planalto" não é encontrado pela Justiça e MP pede nova prisão

José Fernandes da Silva foi procurado para constituir novo advogado no processo, mas não foi encontrado

Por Ana Paula Chuva | 31/03/2025 17:00
"Acumulador da Planalto" não é encontrado pela Justiça e MP pede nova prisão
José com galinha Filó em frente à casa onde morava na Rua Planalto em fevereiro deste ano (Foto: Juliano Almeida)

Após um oficial de Justiça tentar intimar José Fernandes da Silva para constituir um novo advogado no processo em que é acusado de causar poluição, o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) pediu que o homem, conhecido como “acumulador da Planalto”, volte à prisão. Isso porque ele não foi encontrado no endereço informado, descumprindo, assim, as medidas cautelares impostas na decisão judicial que concedeu sua liberdade provisória.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

Conforme documento anexado pelo oficial de Justiça ao processo, no dia 19 de fevereiro, ele esteve na casa onde José residia para entregar a intimação. No entanto, o servidor foi recebido pela esposa do homem, que informou que o acumulador não morava mais no endereço devido a uma medida protetiva que o impedia de se aproximar de uma vizinha.

Alguns dias depois, a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul anexou ao processo um possível novo endereço de José, no Bairro Amambaí. O oficial de Justiça foi até o local em 10 de março, porém encontrou apenas um imóvel desocupado. “Informação confirmada por vizinhos comerciantes”, diz o documento.

Diante disso, no último dia 27 de março, o MP decidiu entrar com um pedido de revogação da liberdade provisória de José. No documento, a promotora de Justiça Luz Marina Borges Maciel Pinheiro afirma que o acumulador descumpriu as medidas cautelares diversas da prisão impostas na decisão judicial, uma vez que se encontra em "lugar incerto e não sabido”.

O pedido ainda não foi analisado pelo juiz e, portanto, não houve decisão.

Prisão - Conforme boletim de ocorrência, José havia construído na calçada de sua casa um “barraco” para que os moradores de rua e usuários de entorpecente usassem como abrigo e banheiro, acumulando lixo, restos de comida e alguns animais mortos, o que causava mau cheiro. Os moradores da região já haviam tentando conversar com o autor, mas foram recebidos com violência, agressividade e ameaças, segundo relatos à polícia.

José foi preso em flagrante no dia 13 de agosto do ano passado, por equipes da Decat (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista) e do Garras (Delegacia de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros) que se depararam com grande quantidade de lixo e pedaços de animais mortos. 

Dois dias depois ele teve a prisão preventiva decretada pelo juiz Alexandre Antunes da Silva, que alegou que o homem demonstrava personalidade violenta. No entanto, em 9 de dezembro daquele mesmo ano a juíza Eucélia Moreira Cassal decidiu conceder a liberdade ao acumulador. 

A mais recente aparição de José foi no dia 14 de fevereiro deste ano. Na ocasião, ele protestava em frente à casa onde morava na Rua Planalto, sentado em uma cadeira de plástico com uma galinha em cima de uma mesa. Ao Campo Grande News ele chegou a dizer queria continuar aparecendo nas reportagens por conta do dinheiro que, segundo ele, a prefeitura lhe devia. 

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.

Veja Mais