Capital

“Tentamos salvar, mas pegou fogo muito rápido”, afirma testemunha de acidente

Empresário conta que vítimas ainda estavam vivas quando veículo pegou fogo

Luana Rodrigues | 27/09/2017 14:25
“Tentamos salvar, mas pegou fogo muito rápido”, afirma testemunha de acidente
Bombeiro durante o combate às chamas que tomaram conta do Honda City (Foto: Direto das ruas)

Quem viu o acidente que resultou na morte do guarda municipal Anderson de Lira Ramos, de 37 anos, e de outra pessoa, ainda não identificada, na madrugada desta quarta-feira (27), diz que foi tudo muito rápido e desesperador.

Um empresário de 37 anos, que passava pelo local no momento em que ocorreu a batida, conta que as vítimas ainda estavam vivas quando o veículo pegou fogo.

“Eu estava há um quarteirão quando vi a batida, deu para perceber que o carro estava muito rápido. Dei a volta na quadra e quando cheguei no local já tinha algumas pessoas tentando tirar os dois do carro. Quem chegou bem perto disse que era um casal, mas eu não consegui ver. De repente o carro começou a pegar fogo e ninguém conseguiu fazer mais nada”, contou o homem, que pediu para não ter o nome divulgado.

Embora a Polícia Civil e o Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) ainda não tenha confirmado a identificação das vítimas, a irmã do guarda municipal reconheceu o corpo por causa de uma placa de metal no ombro esquerdo e pelos pés. A outra vítima ainda não foi identificada.

As circunstâncias do acidente, com quem, e o que exatamente o guarda estava fazendo pouco antes de morrer são informações que ainda estão bastante nebulosas. O Campo Grande News tentou contato com o delegado responsável pelo caso, mas ele não atendeu as ligações. O guarda municipal deixou mulher e dois filhos, de 9 e 17 anos.

Acidente – O acidente aconteceu por volta das 2h desta quarta-feira (27), na Avenida Mato Grosso, quase esquina com a Rua Rui Barbosa. Imagens de câmeras que o Campo Grande News teve acesso mostram gravações do acidente entre 1h27 e 1h30.

De acordo com a BPTran (Batalhão de Polícia Militar de Trânsito), na pista, há marca de frenagem bem longa, mais ou menos de 57 metros, uma evidência de que o condutor estava em alta velocidade.

Por causa da batida, o veículo pegou fogo. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas os ocupantes não conseguiram sair a tempo e morreram carbonizados. 

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