Capital

"Já posso morrer", comemora padre sobre definição de padroeira de MS

Medida ainda precisa ser sancionada pelo governador para valer de fato

Mayara Bueno | 21/12/2017 09:46
Padre Dirson Gonçalves durante novena na Perpétuo Socorro. (Foto: André Bittar/Arquivo).
Padre Dirson Gonçalves durante novena na Perpétuo Socorro. (Foto: André Bittar/Arquivo).

"Temos uma padroeira no nosso querido Mato Grosso do Sul", comemora o padre Dirson Gonçalves, líder da igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Campo Grande. A proposta torna a santa que dá o nome ao santuário a padroeira do Estado.

Sob protestos de evangélicos, a medida foi aprovada na sessão de quarta-feira (21) na Assembleia Legislativa de MS. Ainda falta a sanção do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), mas já é motivo de comemoração pelo padre.

Em um áudio emocionado divulgado ontem, o líder católico afirma que a oficialização de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é um "prêmio". "Se eu morresse hoje à tarde, morreria feliz. Porque deixamos Nossa Senhora oficialmente padroeira do Estado. É uma coisa que não tem preço".

Dirson afirma na gravação que o governador prometeu anteriormente que sancionaria o nome. O padre é 'famoso' não só nas novenas que ministra às quartas-feiras, mas também nas redes sociais, onde mantém pelo menos 40 mil seguidores.

Votação - O projeto, de autoria do deputado Paulo Siufi (PMDB), causou desconforto em parte dos deputados, principalmente os que compõem a bancada evangélica. Durante a sessão o deputado Herculano Borges (SD), pediu uma análise da proposta e o adiamento da votação, o que foi rejeitado pela maioria dos deputados.

Em seu argumento, Borges afirmou que o assunto é delicado e apesar de respeitar o catolicismo e o próprio deputado Paulo Siufi, acreditava que um projeto que contempla apenas parte de uma população não deve ser constitucional. O deputado apontou ainda que as reclamações não se limitavam aos evangélicos, mas também a alguns católicos.

Paulo Siufi lembrou que a decisão não interfere nos padroeiros já definidos pelo municípios, e também não resultará em um novo feriado.

 

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