Cidades

Véio da Havan cita perseguição após notificação do MPF-MS por bandeira em sacola

Empresário Luciano Hang publicou vídeo nas redes sociais e questionou atuação do órgão federal em MS

Por Jhefferson Gamarra | 06/05/2026 18:12

O empresário Luciano Hang, proprietário das lojas Havan e conhecido nacionalmente como “Véio da Havan”, publicou um vídeo nas redes sociais nesta quarta-feira (6) em que afirma ser alvo de “perseguição” após a empresa receber uma notificação do MPF-MS (Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul) relacionada ao uso da bandeira do Brasil nas sacolas da rede.

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Na gravação, Hang aparece ao lado de um diretor da empresa, identificado como Edson, e diz que a Havan foi notificada por utilizar a bandeira nacional estampada nas embalagens distribuídas aos clientes.

“Recebemos uma notificação dizendo que nós não podemos utilizar a bandeira do Brasil nas nossas sacolas”, afirmou o diretor durante o vídeo.

Luciano Hang questionou a medida e classificou a situação como perseguição política. Segundo ele, o uso das cores verde e amarelo e da bandeira brasileira faz parte da identidade visual da empresa e está presente nas lojas, materiais e demais elementos da rede varejista.

“Eu acho que nós temos que ser, cada vez mais, ter orgulho de usar o verde e amarelo, de usar a nossa bandeira, orgulho”, declarou.

Durante a gravação, o empresário também comparou a situação ao uso de símbolos nacionais nos Estados Unidos.

“Nos Estados Unidos, você quando vê um filme, você vê bandeira pra tudo quanto é lugar. Até no papel higiênico tem a bandeira americana”, afirmou.

Hang disse ainda que a notificação teria sido motivada por uma denúncia anônima. Sem citar nomes, ele mencionou um procurador do MPF em Mato Grosso do Sul e criticou a atuação do órgão.

“Será que o Ministério Público Federal de Mato Grosso do Sul não tem nada mais o que fazer? Não tem bandido, não tem ocupação, não tem pichação?”, questionou.

No vídeo, o empresário também relembrou outro episódio envolvendo a empresa no Maranhão. Segundo ele, a unidade da Havan em São Luís foi alvo de questionamentos relacionados à Estátua da Liberdade instalada na fachada da loja.

Hang afirmou que os advogados da empresa já responderam à notificação recebida em Mato Grosso do Sul e sustentou que a utilização da bandeira brasileira nas sacolas é permitida.

“A gente procurou. Podemos, sim, utilizar, é algo que o brasileiro pode usar, sim, não tem problema. Nós não estamos queimando em praça pública a nossa sacola, nós não estamos fazendo nada de mais com a sacola, nós estamos mostrando o nosso patriotismo com o nosso país”, disse.

Ao final da gravação, o empresário voltou a falar em perseguição e afirmou que há pessoas que utilizam a máquina pública contra quem possui posicionamentos diferentes.

“Tem gente que se utiliza da máquina pública pra fazer mal por pessoas que não pensam como eles”, declarou.

 

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