Trio é preso por assassinato de sul-mato-grossenses na Bolívia
Crime aconteceu durante o dia, em 20 de outubro, no Valle Sánchez, em Santa Cruz de la Sierra

Enrique Almeida Jiménez, de 25 anos, Daniel Gómez Martínez, de 28 anos, e Marco Antonio Roca Solís, de 59 anos, foram presos nesta quinta-feira (5) por envolvimento na execução de dois sul-mato-grossenses na Bolívia. Os assassinatos ocorreram em 20 de outubro. Conforme a Polícia Boliviana, o trio integra o PCC (Primeiro Comando da Capital), sendo dois deles brasileiros. Com os suspeitos, foram apreendidas armas que teriam sido utilizadas nas mortes de Jefferson Pereira Penariol, de 46 anos, e Wendeles Alves Espinosa, de 29 anos.
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Durante coletiva de imprensa, a Polícia Boliviana detalhou que realizou buscas, durante a madrugada, em dois imóveis onde os suspeitos moravam. Segundo a corporação, também foi encontrado o carro utilizado no crime, escondido no município de Mairana, nos vales de Santa Cruz. O veículo, que inicialmente era branco, havia sido pintado de vermelho para dificultar sua identificação e ocultar a ligação com os assassinatos.
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Nas buscas, foram encontradas uma pistola Glock e uma Beretta, ambas de calibre 9 milímetros, além de 16 projéteis do mesmo calibre. De acordo com a polícia, os brasileiros Enrique e Daniel pertencem ao PCC e possuem extensa ficha criminal no Brasil, com registros relacionados ao tráfico de drogas e à organização criminosa. A corporação também os apontou como envolvidos em assassinatos por encomenda.
Segundo a Polícia Boliviana, os dois brasileiros seriam os responsáveis pelas mortes ocorridas em 20 de outubro. A corporação, no entanto, não esclareceu qual teria sido a participação de Marco Antonio no crime. A motivação dos assassinatos estaria relacionada ao tráfico de drogas.
Crime - Os sul-mato-grossenses Wendeles Alves Espinosa, de 29 anos, e Jefferson Pereira Penariol, de 46, foram mortos em um condomínio de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, no dia 20 de outubro. Conforme sites locais, as investigações preliminares apontam que dois homens encapuzados, vestidos como policiais, invadiram a residência e executaram os brasileiros.
Após os assassinatos, os criminosos fugiram em um carro, posteriormente abandonado em uma área de mata na região de Warnes, também em Santa Cruz de la Sierra. Durante a fuga, a dupla ainda teria roubado uma caminhonete de um casal. Até o momento, o veículo não foi localizado.
A paraguaia María Belén Arrua Cantero, que estava na casa no momento do crime, passou a ser considerada suspeita de envolvimento nos assassinatos e teve a prisão preventiva decretada. Conforme o site El Deber, María foi presa logo após a morte dos brasileiros.
Ela era a única pessoa na residência além das vítimas. Inicialmente, as suspeitas sobre a mulher teriam surgido por causa de contradições em seus depoimentos. Durante audiência realizada no dia 22, a defesa afirmou que ela trabalhava como acompanhante dos brasileiros e negou qualquer envolvimento nos assassinatos.
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