Cidades

TJ extingue ação de Jamilzinho contra licitação milionária da Lotesul

Condenado na Omertà e preso em Mossoró, ele tentou anular o pregão da Sefaz

Por Aline dos Santos | 09/06/2026 09:17
TJ extingue ação de Jamilzinho contra licitação milionária da Lotesul
Jamil Name Filho durante audiência na Penitenciária Federal de Mossoró. (Foto: Reprodução)

O TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) extinguiu recurso de Jamil Name Filho, o Jamilzinho, condenado na Operação Omertà e preso na Penitenciária Federal de Mossoró (RN), contra o pregão da plataforma da Lotesul, loteria estadual. 

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Em janeiro, Jamil Name Filho tentou impedir o prosseguimento da licitação. Ele questionava a inadequação da modalidade licitatória, modelagem econômica do contrato, duração excessiva da contratação, imposição de exigências de qualificação técnica desproporcionais e a exigência de entrega integral do código-fonte e do banco de dados ao final do contrato. 

Os pedidos eram de suspensão e, por fim, da anulação da Licitação 009/2024. A ação era contra a Sefaz (Secretaria Estadual de Fazenda) e TCE (Tribunal de Contas do Estado). 

A liminar foi negada pelo desembargador Alexandre Raslan, relator do recurso. Na tarde de terça-feira (dia 8), o caso foi levado para a 2ª Seção Cível do Tribunal de Justiça. Por unanimidade, os desembargadores extinguiram o mandado de segurança, nos termos do voto de Raslan, que apontou a ilegitimidade ativa (quando a pessoa que ajuizou a ação não é a titular do direito discutido).

A defesa ainda alegou que o fato de Jamilzinho não ter participado do certame não descaracteriza o interesse de agir. “Uma vez que a ilegalidade apontada não se limita a interesse individual restrito, mas compromete a própria higidez do procedimento licitatório e a observância dos princípios da isonomia,competitividade e seleção da proposta mais vantajosa”, apontou o advogado Alexandre Fontoura. 

O TCE sustentou que não havia vícios no edital, cujos parâmetros preestabelecidos encontram respaldo legal.  A Sefaz destacou a inexistência de ato ilegal apto a justificar a concessão da segurança, que o objeto licitado configura serviço comum de TI (Tecnologia da Informação), que o prazo de vigência possui amparo legal e que as exigências de qualificação técnica são compatíveis com a atividade lotérica regulada. 

Na disputa pela Lotesul, Dodmax funciona em endereço comercial no Carandá Bosque, (Foto: Osmar Veiga).

Licitação – O pregão eletrônico foi suspenso no fim de maio para análise de recurso de empresas desclassificadas. Declarada provisoriamente vencedora, a Dodmax Tecnologia lidera consórcio com a Pay Brokers IP Instituição de Pagamentos Ltda e Paybrokers Loterias Ltda (que são do Paraná e já atuam em loterias). A Dodmax tem sede no Carandá Bosque, em Campo Grande. 

O consórcio vai ficar com 69% da arrecadação para operar o sistema da loteria estadual. A estimativa da receita média anual de remuneração da plataforma é de R$ 51.474.339,31. Portanto, os 69% correspondem a R$ 35.517.294,12. O grupo prometeu repassar 31% (R$ 15.957.045) para os cofres estaduais.

A plataforma vai concentrar e validar todas as operações de venda, identificação, pagamentos de prêmios, pagamento de outorga variável e tributos. 

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