Cidades

Receita Federal estuda logística e fronteiras em trajeto rumo ao Oceano Pacífico

Equipe vai passar por estradas, postos de fiscalização, portos e centros de armazenamento de quatro países

Por Lucia Morel | 02/06/2026 16:13
Receita Federal estuda logística e fronteiras em trajeto rumo ao Oceano Pacífico
Os dois lados da estrutura devem ser unidos neste mês de junho. (Foto: Toninho Ruiz)

A Receita Federal iniciou uma viagem de estudos para percorrer o trajeto do Corredor Bioceânico no dia 30 de maio que segue até 8 de junho. O grupo é formado por oito funcionários públicos que atuam nos setores de comércio internacional, fiscalização de fronteiras, serviços de informação e diplomacia.

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A equipe vai passar por estradas, postos de fiscalização, portos e centros de armazenamento do Brasil, Paraguai, Argentina e Chile até chegar ao Oceano Pacífico. O objetivo da viagem é verificar pessoalmente a situação atual da estrutura e entender o que precisa ser melhorado para quando a rota começar a funcionar de forma definitiva.

Na prática, esse trabalho serve para planejar como o governo vai lidar com o aumento do tráfego de caminhões e mercadorias na região. Os técnicos vão analisar as condições das estradas, a segurança contra crimes na fronteira, o tempo que os produtos demoram para passar de um país para o outro e como os governos vizinhos podem trabalhar juntos.

A ação ajuda a preparar a região para o crescimento econômico gerado pela nova rota. O planejamento correto evita filas de caminhões nas cidades fronteiriças, garante que os produtos cheguem mais rapidamente aos supermercados e melhora a fiscalização contra a entrada de mercadorias ilegais no país.

Andamento - Deve ocorrer só na segunda quinzena de junho a junção entre o lado brasileiro e o paraguaio na Ponte da Bioceânica, entre Porto Murtinho, no Brasil, e Carmelo Peralta, no Paraguai. O cronograma do chamado beijo das aduelas, etapa que marca o encontro dos dois lados da estrutura, inicialmente previsto para maio, foi readequado em razão de fatores técnicos e novas avaliações da obra.

Atualmente, o vão que separa Brasil e Paraguai na ponte é de aproximadamente 20 metros. Os trabalhos seguem concentrados nos acessos e nas rampas em ambos os lados da estrutura. Pelo lado paraguaio, os serviços estão em estágio avançado.

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