Cidades

Projeto "Alvo Digital" aumentou em 34 vezes analise de celulares contra tráfico

O projeto concorre ao Prêmio CNMP 2025 na categoria enfrentamento de facções.

Por Ângela Kempfer | 21/07/2025 18:07
Projeto "Alvo Digital" aumentou em 34 vezes analise de celulares contra tráfico
Polo queimado na cena de duplo assassinato na fronteira (Foto: Direto das Ruas)

O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) afirma que desde 2019 a 3ª Promotoria de Justiça de Ponta Porã analisa arquivos de celulares apreendidos em operações na fronteira com o Paraguai para chegar ao comando do tráfico, algo já feito pela polícia. O trabalho, batizado de “Alvo Digital”, gerou 143 laudos técnicos só neste ano, segundo o Ministério Público, 34 vezes mais do que no primeiro ano do projeto.

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Policiais apreendem celulares em ações contra tráfico de drogas, peritos acessam fotos, mensagens e áudios na chamada “Cabine Virtual”, sala onde o sistema registra quem mexeu em cada dado. Depois promotores usam esses relatórios para pedir prisões ou juntar provas em processos.

O MPMS diz que conseguiu manter prisões preventivas e obter condenações de suspeitos ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital) e ao Comando Vermelho, mas não detalhou quantas decisões são definitivas.

"Localizada em uma região estratégica de fronteira seca com Pedro Juan Caballero (PY), a Promotoria tem enfrentado um dos cenários mais desafiadores do país no combate à criminalidade transnacional. Desde 2019, a unidade passou a incorporar em sua rotina a análise de mídias digitais oriundas de investigações, com resultados cada vez mais expressivos", afirma em nota.

Também não divulgou número de servidores envolvidos nem tempo médio entre apreensão do aparelho e emissão do laudo. O órgão afirma querer “desmontar estruturas criminosas complexas”, sem fazer a relação entre a quantidade de laudos à queda nos índices de tráfico ou violência na região. 

O projeto concorre ao Prêmio CNMP 2025 na categoria enfrentamento de facções. Se vencer, o MPMS somará duas iniciativas premiadas, mas o Conselho ainda não divulgou os critérios de avaliação nem quantos projetos disputaram a mesma vaga.

Em resumo: o Ministério Público aposta na leitura de celulares como ferramenta contra o crime na fronteira, mas ainda precisa mostrar números que confirmem a efetividade da estratégia e justificar o investimento feito.

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