Cidades

Prisão de dona de bar na 14 de Julho desencadeou megaoperação contra tráfico

Mulher vendia “maconha gourmet”, com maior concentração de THC e mais cara que a comum

Por Dayene Paz e Bruna Marques | 25/09/2025 12:45
Prisão de dona de bar na 14 de Julho desencadeou megaoperação contra tráfico
Parte do que foi apreendido pela polícia em operação. (Foto: Divulgação)

A prisão em flagrante de Mayara Bispo, dona do bar Fumaça Fina, no Centro de Campo Grande, foi o ponto de partida para a investigação que culminou na Operação Janus, deflagrada pela Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico) nesta quarta-feira (24). A ação cumpriu 22 mandados em Campo Grande, Dourados, Miranda e Corumbá contra integrantes de uma quadrilha especializada na distribuição de drogas em Mato Grosso do Sul.

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De acordo com o delegado Hoffman D’Ávila, titular da Denar, a mulher já havia sido presa em fevereiro, junto com o marido, Rubens Arguello. Eles vendiam a chamada “maconha gourmet”, droga com maior concentração de THC (tetraidrocanabinol) e mais cara que a comum. Na ocasião, os policiais encontraram maconha e skunk tanto na casa do casal quanto no comércio, localizado na Rua 14 de Julho, que continuou funcionando.

A reincidência levou novamente à prisão dela nesta quarta-feira. “De lá, começamos a trabalhar e surgiu toda a operação”, explicou o delegado. As investigações revelaram o vínculo dos suspeitos com uma rede de distribuição que movimentava maconha, skunk e haxixe.

Segundo a investigação, as drogas eram transportadas de Corumbá para Campo Grande e, da Capital, seguiam para o interior. 

Em Dourados, a polícia também cumpriu mandado na casa de um advogado e o escritório dele, em Miranda, também foi alvo da ação. Durante as buscas, acompanhadas por representantes da OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul), foram apreendidos um vidro de óleo de THC (tetrahidrocanabinol) e porções de maconha. O advogado alegou uso pessoal, foi encaminhado à delegacia e liberado após registro de TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência).

No total, a operação teve quatro prisões em flagrante, além da apreensão de veículos, celulares e notebooks. Entre os alvos, dois homens já presos tiveram mais um mandado de prisão temporária cumprido. Um dos investigados continua foragido e as investigações continuam.

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