PF cumpre mandado de busca e apreensão em loja de veículos
Defesa afirma que apresentou documentação dos carros e não encontrou irregularidades

A PF (Polícia Federal) cumpriu, nesta quarta-feira (4), mandado de busca e apreensão na loja de veículos ProcuroCar, na Avenida Salgado Filho, no Bairro Amambaí, em Campo Grande. A ação faz parte da Operação Ifrit, que investiga organização criminosa suspeita de tráfico de drogas e armas, além de lavagem de dinheiro.
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A Polícia Federal cumpriu nesta quarta-feira (4) mandado de busca e apreensão na loja de veículos ProcuroCar, em Campo Grande, durante a Operação Ifrit, que investiga organização criminosa ligada ao PCC e ao PGC, suspeita de tráfico de drogas e armas e lavagem de dinheiro. A defesa da loja diz que nada foi localizado e que não teve acesso ao mandado. A ação cumpre 76 mandados de busca e 26 de prisão em sete estados e afastou três policiais civis.
A advogada Giselli Bompard Nunes, representante da empresa, afirmou que a defesa ainda não teve acesso ao mandado judicial e desconhece os detalhes da investigação. Segundo ela, a documentação dos veículos foi apresentada ao delegado durante a ação. "A princípio, não foi localizado nada, porque todos os veículos aqui tiveram a documentação correta apresentada ao delegado", declarou.
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Giselli também informou que o sócio-proprietário da loja, Robert Michael Alves Sanches Sonohata, prestará esclarecimentos à Polícia Federal. Conforme a advogada, não foram repassadas informações sobre eventuais acusações contra a empresa.
Fundada em fevereiro de 2018, a ProcuroCar Carros e Negócios Ltda possui capital social de R$ 100 mil. Segundo a Receita Federal, a empresa atua principalmente na venda de automóveis, caminhonetes e utilitários novos, mas também possui atividades cadastradas para comercialização de veículos usados, motocicletas, peças e acessórios, além de serviços de terraplenagem, transporte de cargas e comércio de roupas e calçados.
Operação Ifrit – Deflagrada nesta quarta-feira (4), pela Polícia Federal e Receita Federal, a ação investiga uma organização criminosa ligada ao PCC (Primeiro Comando da Capital) e ao PGC (Primeiro Grupo Catarinense), suspeita de tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro e crimes violentos.
Ao todo, são cumpridos 76 mandados de busca e apreensão e 26 de prisão em sete estados, incluindo Mato Grosso do Sul. A investigação também aponta o envolvimento de policiais e resultou no afastamento de três policiais civis.
Entre os alvos está o delegado afastado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa, que teve um novo mandado de prisão preventiva cumprido nesta quarta-feira. Ele já estava detido em razão de outra investigação e, após a nova ordem judicial, foi encaminhado à Penitenciária Federal.
Em nota, a defesa informou que ainda não teve acesso integral ao processo nem aos elementos que fundamentaram a nova prisão. Por isso, considera prematuro se manifestar sobre as acusações e afirma que adotará as medidas judiciais cabíveis após analisar os autos. Os advogados também ressaltaram que a prisão preventiva não representa condenação.
O investigador da Polícia Civil Douglas Tobias, preso anteriormente na Operação Infiltrados, também voltou a ser alvo de mandados judiciais nesta quarta-feira, desta vez no âmbito da Operação Ifrit. (Colaborou Juliano Almeida).