Política

“Não tem briga, só quero o imóvel de volta”, diz Londres sobre disputa com genro

Deputado diz que pretende morar no apartamento com os netos para preservar rotina das crianças

Por Ângela Kempfer | 12/08/2026 12:21
“Não tem briga, só quero o imóvel de volta”, diz Londres sobre disputa com genro
Deputado Londres Machado, ao lado da esposa Ilda: manter a rotina das crianças. (Foto: Arquivo)

O deputado estadual Londres Machado afirmou que não pretende transformar em uma disputa familiar a ação envolvendo o apartamento de cerca de 400 metros quadrados, onde a filha, Grazielle Machado, viveu por aproximadamente 25 anos. Segundo ele, o objetivo é recuperar a posse do imóvel após a morte da filha, já que está registrado em seu nome. “Não tem briga. Só quero o apartamento de volta. A Justiça vai decidir. Vamos resolver”, afirmou Londres em entrevista ao Campo Grande News.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

A manifestação ocorre depois que o viúvo de Grazielle, Daniel de Oliveira Azevedo, recorreu à Justiça pedindo valor referente a metade do apartamento que fica no Edifício Lyon, na Rua Marechal Rondon, em Campo Grande. Os pais da ex-deputada estadual e ex-vereadora enviaram uma notificação extrajudicial dando prazo de dez dias para ele deixar o imóvel.

Londres sustenta que Grazielle não era proprietária do apartamento e que, apesar de ter vivido durante décadas no endereço, as despesas relacionadas ao imóvel continuaram sob responsabilidade dos pais. “Eu sempre paguei condomínio, custos”, disse.

Fachada do Edfício Lyon alvo de disputa entre o deputado Londres Machado e o ex-marido da filha Grazielle Machado (Foto: Osmar Veiga)

Segundo o deputado, a intenção agora é que ele e a esposa passem a morar no apartamento com os dois netos, de 17 e 11 anos. Londres atualmente mora no Edifício Solar do Pantanal.

Ele afirma que a decisão tem relação com a rotina dos adolescentes, que cresceram no apartamento onde viviam com a mãe. “A gente resolveu morar lá para não tirar as crianças da rotina. As crianças cresceram lá”, afirmou.

Londres também destacou que o relacionamento entre Grazielle e Daniel teria sido marcado por separações e reconciliações e afirmou que o último período do casamento havia durado cerca de sete meses. Segundo o deputado, o casal havia adotado o regime de separação total de bens. 

Ele lembra ainda que Daniel não é pai dos dois filhos de Grazielle. Mesmo assim, o viúvo também buscou participar das decisões relacionadas às crianças e chegou a reivindicar a guarda compartilhada. Após a morte da mãe, porém, a guarda provisória dos menores foi concedida aos avós maternos.

O deputado acrescentou que Grazielle deixou testamento indicando Ilda para exercer a tutela dos filhos. No processo de inventário, a Justiça nomeou Londres como inventariante.

Apartamento na Justiça - A matrícula do imóvel aponta Londres e Ilda como proprietários. A compra foi formalizada em 1998, por R$ 35 mil, e registrada em 2000. O apartamento ocupa um andar do Edifício Lyon, na Avenida Marechal Rondon.

A versão apresentada pelo viúvo é diferente em relação à situação do imóvel. Na ação, Daniel argumenta que Grazielle viveu no apartamento durante cerca de 25 anos, sem pagar aluguel e sem ter sido cobrada pelos pais para desocupá-lo. Para ele, essa circunstância precisa ser analisada no inventário.

O viúvo também pediu uma liminar para impedir que Londres e Ilda troquem fechaduras, retirem móveis, interrompam serviços ou adotem outra medida para obrigá-lo a deixar o apartamento. 

Os sogros afirmam que nunca tentaram retirá-lo à força e diz estar otimista com a solução da disputa "para, finalmente, deixar a Grazielle em paz".

Veja Mais