Cidades

MS registrou quase mil casos de violência contra médicos em 1 ano

Mato Grosso do Sul ocupa o segundo lugar no ranking de violência contra esses profissionais

Por Jéssica Fernandes | 30/05/2025 16:37
MS registrou quase mil casos de violência contra médicos em 1 ano
Profissional da saúde confere pressão de paciente em unidade municipal. (Foto: PMCG)

Em Mato Grosso do Sul, 995 médicos sofreram algum tipo de violência no exercício da função, só em 2024, quase 3 ao dia. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) e também apontam que um médico no Brasil é vítima de situações como ameaça, lesão corporal, desacato e outras ocorrências semelhantes a cada três horas.

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O levantamento do conselho foi realizado com base em boletins de ocorrência registrados nas delegacias de Polícia Civil. Desde 2013, já foram contabilizados 38 mil registros em todo o país. Somente no ano passado, o total chegou a 4.562 casos.

Na região Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul ocupa o segundo lugar no ranking de violência contra esses profissionais, atrás apenas do Distrito Federal, que, em 2024, registrou 1.270 ocorrências. Os outros estados, como Mato Grosso e Goiás, somaram, respectivamente, 815 e 325.

Os estados mais violentos, conforme aponta a pesquisa, são São Paulo (18.406), Paraná (3.935), Minas Gerais (3.617) e Rio de Janeiro (1.589).

Em âmbito nacional, os autores dos atos violentos são, em grande parte, pacientes, familiares dos atendidos e desconhecidos. Há ainda casos isolados de ameaça, injúria e até lesão corporal cometidos por colegas de trabalho, incluindo enfermeiros, técnicos, servidores e outros profissionais da saúde.

Os casos de violência envolvem ameaça, injúria, desacato, lesão corporal, difamação, entre outros crimes, ocorridos dentro de unidades de saúde, hospitais, consultórios, clínicas, prontos-socorros, laboratórios e outros espaços semelhantes.

Em fevereiro deste ano, um médico de 27 anos foi agredido por um paciente na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Dourados, a 251 km da Capital. Aparentemente em surto, o homem de 32 anos desferiu tapas e chutes no profissional.

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