Cidades

Justiça cria regras para adaptar concursos a candidatos com deficiência

Norma obriga editais a oferecer acessibilidade e provas adaptadas em todas as fases do certame

Por Kamila Alcântara | 23/07/2025 15:14
Justiça cria regras para adaptar concursos a candidatos com deficiência
Candidato marca alternativas de um questionário (Foto: Reprodução/Pixabay)

Agora é obrigatório que concursos e seleções do Poder Judiciário ofereçam condições adaptadas para candidatos com deficiência e TEA (Transtorno do Espectro Autista). A nova norma foi aprovada pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) no começo do mês e vale para todas as fases das provas, incluindo as etapas orais.

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Essa medida garante, por exemplo, uso de tecnologias assistivas, provas adaptadas conforme a necessidade do candidato e até a possibilidade de fazer entrevistas por videoconferência ou em salas com menos estímulos visuais e sonoros. Também será permitido solicitar pausas durante as provas, desde que indicado por equipe multiprofissional.

Segundo o CNJ, a mudança busca enfrentar as barreiras que ainda limitam o acesso de pessoas com deficiência ao serviço público. Um levantamento feito em 2023 revelou baixa representação desse público nos quadros do Judiciário. Para o conselheiro Guilherme Feliciano, que propôs a resolução, "não bastam as cotas, é preciso garantir igualdade de condições na hora da prova".

A norma exige que os editais tragam, de forma clara, as possibilidades de adaptação e os recursos disponíveis para garantir acessibilidade, desde a inscrição até a correção final. A iniciativa se baseia em leis já existentes, como a Lei Brasileira de Inclusão e a convenção da ONU sobre os direitos das pessoas com deficiência.

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