Cidades

Janeiro se encerra com 577 notificações de casos de dengue em MS, 23 confirmados

Boletim mostra avanço gradual da doença no início do ano

Por Kamila Alcântara | 01/02/2026 13:32
Janeiro se encerra com 577 notificações de casos de dengue em MS, 23 confirmados
Vasilha com água parada é local de proliferação do mosquito Aedes aegypti, que é o responsável por transmitir o vírus da dengue (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Mato Grosso do Sul fechou o mês de janeiro com 23 casos confirmados de dengue, o que representa uma média próxima de um caso por dia desde o início de 2026. Os dados constam no boletim epidemiológico da SES (Secretaria de Estado de Saúde), atualizado até 24 de janeiro.

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Além dos casos confirmados, o Estado contabiliza 577 casos prováveis da doença, número que inclui notificações em investigação e registros ainda não encerrados. Até o momento, não há óbitos confirmados nem mortes em investigação por dengue neste ano. 

Apesar de os indicadores apontarem baixa incidência estadual, com taxa de 20,9 casos prováveis por 100 mil habitantes, a dengue já aparece em diversos municípios, o que acende alerta para o avanço da doença com a intensificação do período chuvoso.

Sidrolândia lidera em número de casos prováveis, com 70 registros, seguida por Corumbá, com 79, e Maracaju, com 49. Municípios menores também aparecem no boletim, o que indica circulação do vírus em diferentes regiões do Estado. 

Dos 577 casos prováveis, apenas 23 foram confirmados até o momento. Segundo a metodologia adotada pela vigilância em saúde, a confirmação depende de critério laboratorial ou clínico-epidemiológico e pode ser atualizada conforme o encerramento das investigações.

O boletim mostra que, em 2023, Mato Grosso do Sul registrou mais de 41 mil casos confirmados de dengue e 43 mortes, enquanto em 2024 foram 16.229 casos e 32 óbitos. Em 2025, o número caiu para 8.461 confirmações e 20 mortes, cenário bem diferente do observado até agora em 2026. 

Entre os casos prováveis registrados neste início de ano, 51,1% são mulheres e 48,9% homens. A maior concentração ocorre entre pessoas de 20 a 49 anos, faixa etária economicamente ativa, padrão semelhante ao observado em anos anteriores.

Até o momento, a vigilância laboratorial identificou circulação pontual dos sorotipos do vírus da dengue (DENV-2 e DENV-3), embora a maioria dos exames ainda não tenha definido o tipo viral responsável pelas infecções.

A Secretaria de Estado de Saúde destaca que os dados são parciais e sujeitos a alterações, já que dependem do ritmo de notificação e encerramento dos casos pelos municípios. A preocupação é que o número de confirmações aumente nas próximas semanas, acompanhando o volume de chuvas e o crescimento da população do mosquito transmissor.

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