Cidades

Integrante de família alvo da Operação Ifrit está foragido

Nasser Haidar, conhecido como Nana, teve prisão decretada em investigação sobre narcotráfico

Por Marta Ferreira de Jesus e Helio de Freitas, de Dourados | 04/11/2026 22:03
Integrante de família alvo da Operação Ifrit está foragido
Policial federal cumpre mandado em um dos locais alvos de buscas em Campo Grande (Foto: Osmar Veiga)

Está foragido um dos três irmãos Haidar investigados pela PF (Polícia Federal) como integrante da cúpula familiar que mantém esquema milionário de narcotráfico na região fronteiriça entre o Brasil e o Paraguai, onde ficam as cidades gêmeas de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero. Nasser Haidar, de 61 anos, conhecido como “Nana”, tem mandado de prisão preventiva em aberto, como parte das ordens judiciais autorizadas pela Justiça Federal na Operação Ifrit. 

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A investigação mira uma organização criminosa ligada ao tráfico internacional de drogas e armas, que teria movimentado mais de R$ 500 milhões em 2 anos.

A prisão foi determinada no dia 13 de outubro, pelo juiz federal Felipe Bittencourt Potrich, da 3ª Vara Federal de Campo Grande, em acolhimento ao pedido do MPF (Ministério Público Federal), baseado na investigação da Polícia Federal.

Nasser é investigado por crimes relacionados ao tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo apurado pelo Campo Grande News, ele mantém negócios no Paraguai. Os irmãos são donos de empresas em Ponta Porã.

A Polícia Federal procurou por Nasser tanto em Ponta Porã, quanto em Campo Grande, onde mantém um apartamento. 

Alvos principais - Nasser é irmão de Adel Hassan Haidar e Bassan Hassan Haidar, apontados pela investigação da Polícia Federal como os comandantes da organização criminosa. Os dois estão presos. 

Conforme divulgado, o grupo atuava principalmente na fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, no Paraguai, com ramificações em outras regiões do país.

A organização mantinha estrutura com divisões de tarefas, com operadores financeiros, segurança armada, uso de veículos blindados e equipamentos como drones utilizados para dificultar a atuação policial. 

Drogas e armas, conforme a PF, eram adquiridas na Bolívia, no Peru e no Paraguai para abastecer o mercado brasileiro. Parte dos carregamentos de drogas também seguia para países europeus, especialmente Espanha e Portugal.

Ao todo, a Justiça Federal expediu 76 mandados de busca e apreensão, 25 de prisão preventiva e um de prisão temporária, em Mato Grosso do Sul e mais seis estados. Também foram determinadas medidas sobre cerca de 160 imóveis e mais de 150 veículos, além do bloqueio de até R$ 300 milhões em contas bancárias de implicados.

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