Cidades

INSS suspende programa de redução de fila por falta de verbas

Mais de 2,6 milhões de pedidos de benefícios ficam sem análise com suspensão imediata

Por Gustavo Bonotto | 15/10/2025 20:01
INSS suspende programa de redução de fila por falta de verbas
Fachada do INSS, em Campo Grande. (Foto: Arquivo/Marcos Maluf)

INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) suspendeu o programa de redução da fila de benefícios nesta quarta-feira (15), em Brasília (DF), devido à falta de recursos no orçamento. O programa, que paga bônus de produtividade a servidores e peritos, permitia agilizar pedidos de aposentadorias, auxílios e outros benefícios. A medida tem efeito imediato e paralisa novas análises, tarefas em andamento e agendamentos fora do expediente.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

Segundo ofício do presidente do INSS, Gilberto Waller Junior, o órgão solicitou suplementação de R$ 89,1 milhões para retomar o PGB (Programa de Gerenciamento de Benefícios). A suspensão ocorre para evitar “impactos administrativos” caso o programa fosse mantido sem verba garantida. O INSS trabalha para restabelecer a iniciativa ainda neste ano.

Criado por medida provisória em abril e transformado em lei em setembro, o PGB substituiu o Plano de Enfrentamento à Fila da Previdência. O programa previa pagamento de R$ 68 por processo concluído e R$ 75 por perícia médica, sem ultrapassar o teto do funcionalismo, atualmente R$ 46,3 mil. O orçamento total do programa para 2025 era de R$ 200 milhões, válido até dezembro de 2026.

A fila de espera de benefícios já soma mais de 2,6 milhões de pedidos, segundo dados de agosto, contra 1,5 milhão em 2023. A greve de 235 dias de médicos peritos do INSS contribuiu para o aumento do tempo de análise. Sem o programa, a tendência é que o ritmo de avaliação volte a cair, afetando aposentados, pensionistas e beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada).

O cenário de restrição fiscal do governo também influencia a situação. O bloqueio de recursos ocorre enquanto o governo busca atingir um superávit primário de R$ 34,3 bilhões em 2026. O Ministério da Previdência havia prometido zerar a fila de benefícios até o fim do mandato, mas a falta de verba comprometeu o cumprimento da meta.

Enquanto aguarda a recomposição orçamentária, o INSS informou que os servidores devem atuar apenas na rotina regular, sem pagamento adicional por produtividade.

Receba as principais notícias do Estado pelo celular. Baixe aqui o aplicativo do Campo Grande News e siga nas redes sociais: Facebook, Instagram, TikTok e WhatsApp.

Veja Mais