Cidades

Influencer teve anabolizantes e celular apreendidos em operação da polícia

“Pobre Loco” diz que apenas divulga empresa investigada por produção e venda ilegal de esteroides

Por Dayene Paz e Gabi Cenciarelli | 05/08/2025 11:15


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Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa do influencer Renato dos Santos Lopes, o “Pobre Loco”, a Polícia Civil apreendeu anabolizantes importados e o celular pessoal dele, que serão enviados para a equipe responsável pela investigação em São Paulo. A ação faz parte da operação contra organização criminosa que produzia e vendia ilegalmente anabolizantes e remédios emagrecedores, deflagrada na terça-feira (5).

De acordo com o delegado Pedro Pilar Cunha, do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), também foi apreendida uma porção de maconha, em quantidade compatível com uso pessoal. O influencer não foi preso.

Outras marcas de anabolizantes, além de seringas e medicamentos que não pertencem à empresa investigada, foram devolvidos ao influencer após análise.

Renato, que tem 32 anos e é conhecido nas redes sociais por vídeos de humor e treinos, gravou o momento da chegada dos policiais em sua residência, no Bairro Parati, em Campo Grande, e publicou nas redes sociais. O vídeo foi apagado pouco tempo depois.

Ele foi ouvido na sede do Garras e liberado. Ao Campo Grande News, afirmou que apenas fazia divulgação da empresa alvo da operação. Segundo ele, não tem envolvimento com a produção ou venda dos produtos ilegais.

A investigação é conduzida pela 1ª Cerco (Central Especializada de Repressão ao Crime Organizado) da Polícia Civil de São Paulo e apura a atuação de uma quadrilha que movimentou cerca de R$ 25 milhões nos últimos cinco anos. A organização funcionava com estrutura empresarial, armazenava os produtos em galpões, principalmente no Paraná, e os vendia pela internet, sem exigência de receita médica e sem autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Ao todo, foram cumpridos 85 mandados de busca e apreensão e 35 de prisão em 12 estados. Em Mato Grosso do Sul, apenas a casa do influencer foi alvo da polícia.

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