Cidades

Grupo vai estudar medidas para reduzir ações contra planos de saúde

Equipe vai estudar medidas para agilizar demandas, com atenção especial a pessoas neurodivergentes

Por Viviane Oliveira | 08/06/2026 07:56
Grupo vai estudar medidas para reduzir ações contra planos de saúde
Unidade da Unimed em Campo Grande (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

O TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) instituiu um grupo de trabalho para estudar e propor medidas que aprimorem o atendimento de usuários de planos de saúde no Estado. O foco é melhorar a solução de demandas da saúde suplementar e reduzir a necessidade de processos judiciais. 

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Conforme portaria publicada no Diário da Justiça, desta segunda-feira (8), o grupo será responsável por elaborar propostas para otimizar o fluxo de atendimento em casos judiciais e pré-processuais, ou seja, aqueles que ainda podem ser resolvidos sem a abertura de um processo na Justiça.

Entre as prioridades estão o estudo de medidas voltadas aos pacientes neurodivergentes, incluindo formas de garantir acesso mais eficiente ao atendimento multidisciplinar e a tratamentos especializados. O grupo também deverá analisar dados sobre deficiência de oferta de serviços e profissionais de saúde, conhecidos como vazios assistenciais, para propor protocolos que evitem conflitos e reduzam o número de ações judiciais relacionadas aos planos de saúde.

A equipe será coordenada pelo desembargador Nélio Stábile e contará com representantes do Judiciário, da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), da Santa Casa e de operadoras como Unimed, Cassems, Geap, Unisaúde e Postal Saúde.

Ao término dos trabalhos, será elaborado um relatório com as propostas e os resultados alcançados, que será encaminhado à Presidência do TJMS. A portaria será automaticamente revogada após a conclusão das atividades do grupo.

O grupo segue uma estrutura já utilizada nas demandas do SUS, em que magistrados e autoridades da área da saúde produzem informações técnicas para auxiliar o julgamento de ações relacionadas a medicamentos, tratamentos e cirurgias. O objetivo é dar mais segurança às decisões judiciais e enfrentar o aumento da judicialização provocado por falhas na oferta de serviços de saúde.

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