Cidades

Estado lança licitações de R$ 66 milhões para três presídios na Gameleira

As aberturas serão em 19 de dezembro de 2025; disputa será aberta, com julgamento pelo menor preço

Por Mylena Fraiha | 03/12/2025 09:25
Estado lança licitações de R$ 66 milhões para três presídios na Gameleira
Corredores da Gameleria II inaugurada em 2021, que fica no complexo de presídios em Campo Grande (Foto: Arquivo/Paulo Francis)

O governo estadual anunciou nesta quarta-feira (3), por meio da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), três licitações para a construção de unidades prisionais de baixa complexidade no Complexo da Gameleira, em Campo Grande. Somados, os contratos têm valor estimado de R$ 66.080.420,92.

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Conforme publicado no Diário Oficial, as aberturas ocorrerão no dia 19 de dezembro de 2025. A disputa será aberta, com julgamento por menor preço. Detalhes do projeto ainda não foram publicados no Portal da Transparência.

A primeira licitação prevê a construção da Gameleira I, estimada em R$ 22.318.979,79. No mesmo dia, às 14h, será aberta a concorrência para a Gameleira II, orçada em R$ 21.442.461,34. Já às 15h, será analisada a proposta para erguer a Gameleira III, também no valor de R$ 22.318.979,79.

As novas licitações fazem parte de um pacote maior de expansão do sistema penitenciário sul-mato-grossense. Em setembro de 2023, após visita do então ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, o governo federal anunciou mais de R$ 121 milhões em investimentos para Mato Grosso do Sul, incluindo a implantação de quatro novos presídios.

Do total, R$ 60 milhões foram destinados a quatro unidades que somariam mais de 1,6 mil vagas. Inicialmente, os presídios seriam construídos em Campo Grande, Jardim e Nova Andradina. No entanto, conforme noticiado anteriormente, a falta de área adequada e o veto da população de Nova Andradina levaram o Governo do Estado a alterar o plano.

Com isso, ficaram definidas três unidades no Complexo da Gameleira e uma em Jardim. Todas serão de baixa complexidade e voltadas à ampliação e modernização da estrutura prisional.

O projeto recebeu, em maio deste ano, o aval da Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais), da Agepen e da Caixa Econômica Federal, responsável pela análise técnica e financeira. 

Paralelamente, a Agepen protocolou o pedido de Licença Ambiental de Instalação – Regularização junto à Planurb (Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano), etapa necessária para o início das obras.

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