Cidades

Entidade nacionais acionam STF contra lei dos banheiros em Campo Grande

Processo foi distribuído ao ministro Flávio Dino, que solicitou informações ao município

Por Aline dos Santos | 04/08/2026 08:25
Entidade nacionais acionam STF contra lei dos banheiros em Campo Grande
Porta entreaberta de um banheiro feminino. (Foto: Kamila Alcântara)

Lei de Campo Grande que prevê o uso de banheiros com base exclusivamente em critérios biológicos, sem considerar a identidade de gênero de pessoas trans, é questionada no STF (Supremo Tribunal Federal). 

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

A ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) foi proposta pela Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais) e ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos). 

O processo foi distribuído ao ministro Flávio Dino, que solicitou informações à prefeita Adriane Lopes (PP) e ao presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, Epaminondas Neto (PSDB), o Papy, para subsidiar a análise da ação, que terá o mérito julgado diretamente pelo Plenário, sem análise prévia do pedido de liminar. 

 A Lei Municipal 7.615/2026  instituiu a Política Municipal de Proteção da Mulher e estabelece, entre seus objetivos, a adoção da equidade com base em “aspectos biológicos comuns das mulheres” e a garantia de banheiros exclusivos às “mulheres biológicas”. 

Segundo as associações, esses critérios restringem o acesso de mulheres trans e travestis a espaços compatíveis com sua identidade de gênero e violam princípios como dignidade da pessoa humana, igualdade, não discriminação, liberdade, intimidade e direito à saúde.  

As entidades também sustentam que o município invadiu a competência privativa da União para legislar sobre direito civil e direitos da personalidade. Elas pedem que a lei seja interpretada de modo a impedir medidas que excluam ou segreguem pessoas trans. Os pedidos são de suspensão e declaração da inconstitucionalidade da lei.

A deputada federal Érika Hilton (PSOL/SP) acionou a PGR (Procuradoria-Geral da República) para analisar a constitucionalidade da norma. A prefeita acionou a Justiça para pedir a remoção da publicação em que a deputada informa ter denunciado a lei sobre o uso de banheiros femininos na Capital.

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.

Veja Mais