Cidades

Defesas pedem que decisão favorável a presidente do TJ se estenda a demais alvos

Supremo determinou o retorno de Sérgio Martins à presidência do TJMS e a retirada da tornozeleira eletrônica

Por Lucas Mamédio | 10/12/2024 16:05
Defesas pedem que decisão favorável a presidente do TJ se estenda a demais alvos
Polícia Federal durante diligências da Operação Ultima Ratio no Poder Judiciário de MS (Foto: Henrique Kawaminami)

A decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou o retorno do desembargador Sérgio Fernandes Martins à presidência do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), motivou outros investigados pela Operação Última Ratio a buscarem os mesmos benefícios. 

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Segundo o apurado pelo Campo Grande News, vários alvos da ação entraram com pedidos para revogar medidas cautelares, como a retirada de tornozeleiras eletrônicas e o retorno aos respectivos cargos. No sistema do STF, no dia 6 deste mês, ou seja, um dia após a decisão favorável a Martins, foram anexadas 11 novas petições ao processo, reforçando a possibilidade de que mais investigados tenham apresentado solicitações semelhantes.

A decisão de Zanin em relação a Martins pode servir como precedente, mas cada caso deve ser avaliado de forma individual, considerando os elementos apresentados pelas defesas e as provas reunidas pela Polícia Federal.

Decisão em favor de Sérgio Martins -Na decisão que favoreceu Sérgio Fernandes Martins, o ministro Cristiano Zanin apontou a ausência de elementos concretos que justificassem a manutenção do afastamento do desembargador. Segundo o relator, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) não identificou transações bancárias fraudulentas em nome de Martins. Embora a Polícia Federal tenha mencionado movimentações financeiras sem lastro, a defesa do magistrado comprovou que todas as transações foram devidamente declaradas à Receita Federal.

Com base em um parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), Zanin não apenas autorizou o retorno de Martins ao cargo, mas também revogou medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de contato com outros servidores do TJMS. Nesta terça-feira (10), o magistrado já retomou suas atividades no tribunal. “A decisão do ministro Zanin fala por si só”, declarou Martins à imprensa, emocionado, no momento de seu retorno.

Outros investigados - Entre os outros alvos da Operação Última Ratio estão desembargadores do TJMS e até um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. A investigação, conduzida pela Polícia Federal, apura um esquema de venda de sentenças em Mato Grosso do Sul. 

Durante a ação, foram cumpridos 44 mandados de busca e apreensão em locais como Campo Grande, Cuiabá, Brasília e São Paulo. Entre as acusações, destacam-se a compra de carros e gado com dinheiro vivo, bem como um aumento patrimonial injustificado de R$ 102 mil em espécie entre 2022 e 2023.

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