Cidades

Com marcas de grife para escritório, itens do Banco Master vão a leilão

Certame será feito pela platafortma Kwara no dia 9 de novembro, a partir das 8h30, horário de MS

Por Fernanda Palheta | 01/11/2026 11:33
Com marcas de grife para escritório, itens do Banco Master vão a leilão
Fachada da sede do Banco Master em São Paulo (SP). (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

Cadeiras e sofás de marca de grife, televisão, notebooks e objetos de decoração do Banco Master e do Will Bank serão leiloados na próxima semana. De acordo com o G1, o certame será feito pela Kwara, uma plataforma digital de leilões online, em 9 de novembro, a partir das 9h30, horário de Brasília.

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O lance mais barato é de R$ 21,00 por um lote com equipamentos de informática. Entre os lotes também há notebooks, com lance inicial de R$ 672; e um sofá em linho, com lance inicial de R$ 700.

O leilão também terá lote com televisão LG de 98 polegadas, com lance inicial de R$ 10.990; e 30 itens para decoração, com lance inicial de R$ 6.230. O lote mais caro é de R$ 98 mil por outro com 20 cadeiras da marca Herman Miller.

De acordo com a reportagem, os interessados devem se cadastrar no portal da Kwara e solicitar habilitação na página do leilão. Os lances podem ser feitos com pelo menos uma hora de antecedência do início do evento, às 7h30 de Mato Grosso do Sul.

Segundo o edital, não há garantia de funcionamento nem direito à troca, já que os itens serão vendidos no estado de conservação em que se encontram e podem apresentar sinais de uso, avarias, ausência de peças e componentes, além de senhas e códigos de bloqueio.

As empresas vendedoras analisarão as ofertas em até cinco dias úteis após o término do leilão e poderão aprovar ou rejeitar a venda.

Investigação - Em 2025, o Banco Master entrou no radar após questionamentos sobre a forma como operava e captava recursos. Sob controle do banqueiro Daniel Vorcaro, a instituição expandiu rapidamente ao emitir cerca de R$ 50 bilhões em CDBs (Certificado de Depósito Bancário), com rendimentos acima da média do mercado e cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Créditos). 

Esses papéis, porém, estavam vinculados a ativos de baixa liquidez, como precatórios e participações em empresas em dificuldade, o que passou a gerar dúvidas sobre a real capacidade financeira do banco. 

O Banco Central passou a avaliar a viabilidade do modelo adotado. A combinação de crescimento acelerado das obrigações, dependência da garantia do FGC e dificuldade de liquidez acendeu alerta sobre risco sistêmico. Em novembro de 2025, a autoridade monetária decretou a liquidação extrajudicial da instituição, citando deterioração financeira e descumprimento de normas. 

A medida levou ao maior acionamento já registrado do FGC, com estimativa de R$ 41 bilhões para ressarcir cerca de 1,6 milhão de credores. Ao mesmo tempo, a PF (Polícia Federal) avançou em apurações que envolvem suspeitas de fraudes, emissão de títulos sem respaldo, operações simuladas e possível desvio de recursos.

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