Cidades

Campo Grande registra temperatura média 1,5°C acima do normal em novembro

Monitoramento aponta avanço da seca e predominância de chuvas abaixo do esperado em diversas regiões de MS

Por Ketlen Gomes | 23/12/2025 14:30
Campo Grande registra temperatura média 1,5°C acima do normal em novembro
Apesar das chuvas, novembro é marcado por calor 1,5°C acima da média histórica na Capital. (Foto: Juliano Almeida)

O monitoramento climático de novembro, divulgado pelo Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul) aponta que Campo Grande registrou temperaturas acima do padrão histórico, com destaque para a máxima média, que ficou 1,5°C superior ao esperado para o período. Os dados reforçam um cenário de calor persistente na Capital, acompanhado por sinais de agravamento das condições de seca em grande parte do Estado.

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De acordo com a análise do Cemtec, a temperatura mínima média em Campo Grande também ficou acima da média histórica, com desvio positivo de 0,3°C. As referências climatológicas consideram a série de 1981 a 2010 da estação do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). O comportamento térmico observado no mês confirma a tendência de temperaturas mais elevadas, já perceptível ao longo da primavera, e que impacta diretamente na disponibilidade hídrica.

No que se refere às chuvas, o levantamento mostra que a maior parte de Mato Grosso do Sul teve precipitações abaixo da média histórica em novembro. Dos 62 pontos monitorados no Estado, 40 registraram volumes inferiores ao esperado para o período, enquanto apenas 21 ficaram acima da média e um apresentou valores dentro da normalidade. Esse quadro reforça a irregularidade das chuvas e ajuda a explicar a intensificação das áreas com déficit hídrico.

Em Campo Grande, embora o acumulado mensal tenha ficado 46% acima da média histórica, com 239,8 milímetros de chuva acumulados, o cenário estadual segue marcado pela predominância de precipitações abaixo do padrão em grande parte dos municípios acompanhados.

Segundo o Cemtec, essa distribuição desigual contribuiu para o avanço da seca fraca em regiões do norte, leste e sudoeste do Estado, além do agravamento da situação no Noroeste, onde a classificação passou de seca fraca para moderada.

Entre os municípios que entraram na classificação de seca moderada, em que há alguns danos às culturas, pastagens, córregos e reservatórios com níveis baixos e algumas faltas de água em desenvolvimento ou iminentes, estão: Água Clara, Campo Grande, Ladário, Três Lagoas e Chapadão do Sul. De acordo com o levantamento, não há cidades classificadas em seca grave, extrema ou excepcional no Estado.

Os indicadores utilizados no monitoramento também apontam piora nas condições de seca em comparação com o mês anterior, especialmente nas regiões norte e do Bolsão. Já áreas do Pantanal apresentam situação distinta, com registros de aumento de chuvas.

Para os próximos meses, a tendência indicada pelos modelos climáticos é de manutenção de temperaturas próximas ou ligeiramente acima da média histórica, sendo um trimestre com condições mais quentes que o normal. Em relação às chuvas, a tendência é de precipitação irregular.

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