Cidades

Agentes do Mais Social saem às ruas em busca de "invisíveis"

De casa em casa, servidores irão procurar quem tem direito ao benefício, mas nem sabe

Por Geniffer Valeriano | 12/03/2025 09:23
Agentes do Mais Social saem às ruas em busca de "invisíveis"
Agente do Mais Social realizando cadastro de nova beneficiária (Foto: Divulgação)

Agentes do programa Mais Social estão percorrendo residências para identificar pessoas em situação de vulnerabilidade que têm direito ao benefício, mas nem sabem. De acordo com a Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead), ainda há 17 mil pessoas no Estado que desconhecem sua elegibilidade para o programa.

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A ação será realizada nos 79 municípios de Mato Grosso do Sul e contará com a atuação de 150 servidores, que sairão às ruas a partir de segunda-feira (17). A busca ativa será feita com base em um mapeamento da Sead, em parceria com a Segem/Segov (Secretaria-Executiva de Gestão Estratégica e Municipalismo).

O levantamento identifica as áreas onde vivem pessoas em extrema pobreza. A secretária da Sead, Patrícia Cozzolino, explica que esse grupo é composto por famílias "invisíveis", que nem sequer sabem que têm direito ao auxílio.

“Elas eram chamadas de 'invisíveis', mas agora nós já as localizamos por meio do georreferenciamento. Vamos até a casa delas para oferecer essa oportunidade de mobilidade social", pontuou Patrícia.

Sobre o benefício - O valor do Mais Social é de R$ 450 por mês, e o dinheiro só pode ser usado para a compra de alimentos, itens de higiene ou gás de cozinha. Para indígenas – Mato Grosso do Sul tem a terceira maior população indígena do país –, o valor é substituído por uma cesta básica adaptada à cultura alimentar de cada etnia.

Combate a fraudes - Auditorias internas identificaram fraudes surpreendentes praticadas por beneficiários do programa. Em um dos casos, um ex-beneficiário possuía um veículo de luxo modelo Porsche Cayenne, com versões avaliadas em mais de R$ 1 milhão na tabela Fipe. Outro cadastrado foi flagrado circulando com uma caminhonete Ford Ranger.

Além disso, gastos irregulares com motel e assinaturas de serviços de streaming, como a Netflix, também foram descobertos. As irregularidades resultaram na exclusão de beneficiários indevidos do Mais Social.

Com esse pente-fino, o número de inscritos no programa caiu de 97 mil para 37 mil. A redução também foi impactada por beneficiários que entregaram voluntariamente seus cartões após melhorarem de condição financeira.

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